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Palavrório

  • Foto do escritor: URRO
    URRO
  • há 2 horas
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A batalha de Campinas

Por Thiago de Souza


A cidade, por muito pouco, não foi o palco inaugural de uma Guerra Civil. O Combate da Venda Grande foi uma importante ocorrência na história do Brasil.


Vale lembrar: até 07 de setembro de 1822 éramos parte do Reino de Portugal.


Proclamada a Independência, reina Dom Pedro I até 07 de abril de 1831, quando o monarca abdica do Trono.


Vige o tempo regencial até 23 de julho de 1840, quando há o famigerado “Golpe da maioridade” quando Dom Pedro II com 15 anos assume o trono até a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.


A centralização do Poder pelo Partido Conservador no segundo reinado se acentuava, gerando insatisfação dos liberais por todo o Brasil, acentuadamente nas províncias de Minas Gerais e São Paulo.


Em São Paulo, os principais líderes eram Rafael Tobias de Aguiar e Diogo Antônio Feijó.

 

Tobias de Aguiar, além de foi fundador e patrono da Força Pública Paulista, que se tornou a Polícia Militar do Estado de São Paulo em 1970, também é lembrado por ser esposo da Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo.


Outra importante liderança da Revolução Liberal em São Paulo foi Diogo Antônio Feijó, padre, deputado, senador, ministro e até regente do Império, o que o denominou Regente Feijó.


A Revolução Liberal em São Paulo foi deflagrada dia 17 de maio de 1842, em Sorocaba, oportunidade em que Tobias de Aguiar foi nomeado presidente interino da Província de São Paulo.


Mas foi em 07 de junho do mesmo ano que o combate mais violento da Revolução Liberal ocorreu, no bairro Santa Mônica em Campinas.



O Combate da Venda Grande ocorreu em um ponto de abastecimento de tropeiros nominado “Venda Grande”.


O exército paulista foi massacrado por tropas imperiais do invicto Exército de Duque de Caxias, que até hoje é lembrado como o temido “Exército de Caxias”.


Ao menos 20 pessoas morreram, e por lá mesmo foram enterradas no local que passou a ser chamado de “Cemitério do Combate”.

Embora existam registros de que os corpos dos mortos tenham sido exumados e enterrados em outro lugar, não tenho dados ou confirmações de quando isso ocorreu e para onde esses espólios físicos foram levados.


Assim, a quem interessar, saibam que o Santa Mônica, além de ter sido testemunha de uma quase guerra, talvez, quem sabe, em hipótese possua outro cemitério, além do Cemitério dos Amarais.

 


Thiago de Souza é roteirista, compositor e idealizador do projeto "O que te assombra?"

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